Como Escolher o Nome da Sua Empresa
Escolher
o nome da empresa é das tarefas mais legais, difíceis e importantes para o
empreendedor. Nomear seu negócio vai influenciar na consolidação da marca, na
otimização das buscas pelos seus serviços e no fechamento de negócios. É
através dele que a marca vai se conectar com o público-alvo.
Nós
entendemos que a jornada pelo nome pode ser longa e cansativa, por isso
seguem 12 dicas para deixar esse percurso mais leve.
- Brainstorm
Reúna as
pessoas mais criativas de sua equipe e faça um Brainstorm, a velha e boa
tempestade de ideias. Nesse momento é importante deixar a criatividade fluir,
sem julgamentos. Quanto mais opções surgirem, melhor. A partir dos resultados,
você terá bons caminhos para seguir. Se você trabalha sozinho, o Brainstorm
também pode ser feito, só que daí ele é chamado de Mindstorming.
- Público-alvo
Em
qualquer situação é necessário pensar em como o público-alvo receberá o nome
escolhido. Mas essa dica é para escolher o nome justamente com base no público,
em seu estilo de vida e referências. Faça uma breve pesquisa e conheça mais
sobre as pessoas que consumirão seus produtos ou serviços. O nome pode sair
daí.
- Valores
O nome da
empresa pode também ter um significado pessoal. Diversos negócios levam
palavras que remetem a valores significativos para seus criadores, podendo ser
relativos a um lugar, sentimentos ou experiências.
- Nomes Próprios
Nomes,
sobrenomes, homenagens a pessoas representativas para a sociedade ou para o
empreendedor. Utilizar nomes próprios para a marca pode ser clichê, mas também
pode dar certo, desde que tenha sonoridade e faça sentido no contexto da
organização. Escritórios de advocacia normalmente utilizam essa estratégia.
- Concorrência
Sempre
pesquise a concorrência, para qualquer ação que fizer. Saber como seus
concorrente diretos e indiretos se posicionam é importante para inspiração e
para não correr o risco de fazer de maneira idêntica.
- Criatividade
A
criatividade permeia qualquer uma dessas dicas, mas aqui focamos em palavras
inventadas. Algumas das maiores empresas do mundo possuem nomes sem significado
algum nos dicionários. Nomes inspirados em outra língua também são boas
opções.
- Facilidade de Pronúncia
Repita
vários vezes em voz alta, o nome deve ser fácil de pronunciar e de se entender
na primeira vez, não precisando soletrar. Imagine a situação de um contato
telefônico onde você vai dizer seu e-mail, ou o spot tocando na rádio.
Facilite.
- Autoexplicativo
Uma opção
é o nome explicar por si só o ramo ou serviço, como uma pizzaria chamada “Rei
da Pizza”. É uma questão de estratégia e posicionamento. São nomes que deixam
clara a atuação e facilitam a fixação. Mas preste atenção, isso não cabe para
todos os tipos de negócios.
- Associação Imprópria
Uma
tendência forte em atividades criativas é ser ou parecer engraçado. Nesse
momento é necessário ter cuidado e refletir sobre o público-alvo e o contexto
de sua empresa. Não dê margem para conotações negativas.
- Tamanho
Se
possível, fuja dos nomes longos. Nomes curtos facilitam a memorização pelos
consumidores e são mais fáceis de encaixar em logos e anúncios.
- Pesquisa com Público
Vai
chegar um momento em que você terá algumas boas opções de escolha. Aqui é
preciso abrir mão de qualquer certeza prévia e conversar com pessoas que não
participaram do processo. Abra as possibilidades de nome que você encontrou e
coloque em votação entre amigos, faça uma pesquisa informal com colegas. Esse é
o momento de ficar atento para a reação do público e prestar atenção em cada
comentário.
- Aplicação
Imagem
Voyager 1 - Pale Blue Dot
Como foi escolhido o nome da pixelblue?
A busca pelo nome certo durou três semanas. Num primeiro momento foi realizada uma breve pesquisa da concorrência no mercado local, a partir disso um brainstorming solitário, que também pode ser chamado de mindstorming. Então nomes foram jogados aleatoriamente no papel e palavras variadas surgiram, algumas que representavam coisas importantes, outras que simplesmente eram interessantes.
Depois de
muitas ideias alguns padrões foram se formando, um grupo de nomes relacionados
a sentimentos, outro grupo relacionado a palavras de ordem, outro mencionando
pessoas importantes e assim por diante. Entre esses agrupamentos estava um
grupo relacionado ao espaço sideral. Em cima disso novas associações foram
feitas, dessa vez misturando com preferências musicais. Rapidamente surgiu o
rockstar David Bowie, com suas canções Starman e Space Oddity. Seria uma
mistura perfeita entre a criatividade do artista, sua figura exótica, a
representatividade de sua obra e os valores da empresa. A
alegria não durou muito, em nova pesquisa foi observado que
uma variedade de agências já utilizavam a mesma referência. Obviamente essa
galera descolada já havia pensado no Camaleão do Rock muitos anos antes. Mas um
caminho estava traçado, seria algo sobre o céu. Quem mais poderia dar dicas
sobre o universo? Carl Sagan.
No fundo
da memória existia aquela história do pálido ponto azul. Hora de buscar mais
informações. Foi no início de 1990 que Carl Sagan, o astrônomo, batizou uma
foto da Voyager de “Pálido Ponto Azul”. A realização da fotografia foi um
pedido do próprio Sagan. Nela, a Terra é um ponto azul na imensidão do
universo, não ocupando mais que um pixel da imagem. Carl Sagan então começou,
em palestras, a apresentar suas reflexões sobre a imagem, lançando no ano de
1994 um livro de mesmo nome. Em sua obra ele disserta sobre a necessidade de nós
humanos entendermos a raridade de recursos propícios à vida, demonstrando o
quão pequeno é o nosso lar em um universo infinito, onde não passamos de
herdeiros temporários desse ambiente que é tudo para nós. Era isso, desse
contexto sairia o nome da empresa. Estamos presos nesse ponto minúsculo,
isolados de tudo e dependentes de nós mesmos, de nossas conexões. Precisamos
nos comunicar, compartilhar, trabalhar em conjunto para a manutenção de nossa
existência. Somos pequenos, somos o nada, mas somos tudo que temos.
Havia
encontrado a narrativa perfeita. Ela era poética, filosófica, científica. Agora
faltava decidir o nome. Ponto Azul, Pálido Azul, Ponto Pálido, Ponto do
Universo, Menos que Pixel, Dot Blue, Blue Pixel, Farelo Azul, Farelo no
Universo, Farelo das Estrelas, Farelo Star. Enfim, uma lista infindável de
nomes vieram à tona, variações em outras línguas, como francês, espanhol e
inglês e até mesmo siglas. Três variações foram as finalistas. Era o momento da
checagem de empresas com o mesmo nome e verificação de domínios .com
e .com.br. Logo após uma pesquisa com pessoas do círculo de
amizade e profissionais da área, perguntando o que achavam. O nome seria pixelblue,
assim mesmo, em letras minúsculas e com as palavras juntas.
p.s. Como é uma expressão em inglês, o correto seria Blue Pixel, mas além da sonoridade não ficar tão boa, já existia um domínio bluepixel.com.br. Julgando que num nome próprio não existe erro gramatical, ficou pixelblue mesmo. Depois começou a criação do logo e escolha de símbolos e cores. Mas isso é história para outra publicação.
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